sexta-feira, 21 de junho de 2013

Blue Umbrella ou O Guarda-Chuva Azul, o mais novo curta da Pixar


Hoje (21/06), estreia em praticamente todo o mundo a mais nova animação da Pixar, "Universidade Monstros", que conta a história de como Mike e Sully, de "Monstros S.A.", se conheceram. Mas, como já é tradição na produtora, o negócio é chegar cedo para assistir ao curta animado que vem antes. E, dessa vez, não é excessão.

"O Guarda-Chuva Azul", o curta que vem antes de "Universidade Monstros", é dos melhores que a Pixar já fez. Ao lado, talvez, de "La Luna". Aqui encontramos uma espécie de submundo fantástico enquanto os seres humanos, que nunca vemos claramente, fazem o que tem que fazer. Esse `submundo` envolve, basicamente, dar vida a objetos que possam parecer com um rosto.


E graças à imaginação dos envolvidos, o limite não existe. Duas janelas e uma porta, dois parafusos e uma abertura, praticamente qualquer coisa é um rosto que, ao curvar algumas linhas formando sorrisos ou bocejos, ganha vida quando a chuva cai. E a coisa que humanos fazem quando cai chuva e abrir seus guarda-chuvas. E um cara qualquer abre um azul e uma garota qualquer abre um vermelho em um mar de guarda-chuvas negros e sem graça. As coisas não são fáceis, porém, como toda história de amor que vale a pena ser contada.

Quando as coisas dão errado, e os guarda-chuvas são separados, é brilhante o uso narrativo de todos os rostos que a cidade tem. São eles que conseguem salvar, de formas bem criativas, o pobre guarda-chuva. Chega a ser bem emocionante, considerando que, no fundo, é apenas um curta despretencioso.


A Pixar deu mais um salto técnico neste pequeno filme. Todas as cenas parecem ter sido filmadas efetivamente e depois reanimadas. Há um realismo profundo que se choca com o fabulesco da própria trama, que envolve objetos que ganham vida (espécie de marca registrada da Disney/Pixar desde "A Bela e a Fera" até "Toy Story" e "Carros"). Nesse sentido, vale notar o belo uso das texturas e sombras nas imagens.

O uso da paleta de cores, restringindo todo o cenário à cinzas, pretos e pastéis, que acaba valorizando e destacando o vibrante azul e vermelho dos guarda-chuvas é um dos pontos altos do filme. Especialmente quando combinados com a trilha, que preenche e dá o tom de emoção em cada pequena reviravolta narrativa.

Confira o trailer: